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A Nave da Estufa Fria de Lisboa é uma construção dos anos 50, da autoria do Eng.º Edgar Cardoso, erguida com o objectivo de dar continuidade ao desenho da grande alameda central (Parque Eduardo VII), que ao ser desenhada com a mesma largura que a Av. da Liberdade, entrava em conflito com a área escavada da pedreira, (situada na Estufa Fria), tendo sido, por isso, necessário construir este amplo edifício abobadado, como forma de vencer o vão escavado.

Trata-se então de um edifício, semi enterrado, em betão armado, composto por dez abóbadas que acompanham o declive da colina em que se insere, integrando, no extremo Norte, um afloramento rochoso de basalto. O interior é revestido com seixo de pequenas dimensões, que se assemelha a uma marmorite lavada.

Esta sala foi palco de inúmeros eventos: festas, teatro, cinema, concertos e recepções. Até 1974, a Câmara Municipal de Lisboa proporcionou, neste local, teatro gratuito, com peças de autores portugueses, representadas pela companhia de Teatro Popular de Lisboa, de Augusto Figueiredo.

Depois de 1974, foi desactivado o teatro, desaparecendo o palco, camarins e fosso de orquestra, e adaptou-se o espaço a um grande salão.

Actualmente este espaço encontra-se concessionado a uma empresa de organização de eventos - A Casa do Marquês - casadomarques@casadomarques.pt.