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Setembro
de 2016

Com origem no interior das florestas e nas zonas frescas e húmidas das montanhas da América Central e do Sul, o género Fuchsia é composto por centenas de espécies e variedades, resultantes da intensa hibridação a que foi sujeito, devido à beleza invulgar e elegância das suas flores.

Estas variedades híbridas foram conseguidas principalmente a partir de três espécies: Fuchsia corymbiflora, Fuchsia magellanica e Fuchsia fulgens, que se distinguem pelo porte, silhueta, adaptabilidade, cor e forma das flores. As duas primeiras estão representadas na EFL, existindo vários exemplares de cada tipo.

Num longo período, entre a primavera e o outono, oferecem-nos continuamente originais e delicadas inflorescências, em diferentes e sugestivas combinações de cores e de formas.

Cada uma destas consiste numa flor, em forma de sino, rodeada geralmente por quatro sépalas, pétalas, estames e um estilete bastante comprido. 

Nascem aos pares e podem ser singelas, dobradas ou semi-dobradas, de acordo com o número de pétalas que apresentam.

São também conhecidas vulgarmente por fúcsias, devido às cores que muitas flores apresentam.

O nome “Fuchsia” evoca Leonhart Fuchs, médico e botânico, que no séc. XVI deu um enorme contributo para o conhecimento da botânica e se dedicou ao estudo das plantas medicinais da flora alemã.




Agosto
de 2016

Arbustos de grande exuberância e rusticidade, fazem as delícias dos visitantes da EFL que não se cansam de as fotografar, pelo refrescante e espetacular efeito que produzem, em manchas compactas, coloridas e muito vistosas.

A sua utilização está bastante vulgarizada, tanto em jardins públicos como privados do continente e ilhas, nomeadamente nos Açores, sendo um elemento muito marcante, em sebes divisórias de parcelas de terreno e a ladear as estradas.

A espécie mais comum é a Hydrangea macrophylla.

Por entre a folhagem vistosa e verdejante emergem flores, de quatro pétalas, reunidas em grandiosas inflorescências. A cor das flores é influenciada pela acidez ou alcalinidade do solo: azul nos solos ácidos e rosa nos alcalinos; em solos neutros, os tons fundem-se, sendo em regra rosa-azulada. O solo não influencia as de flor branca.

Cada planta forma uma copa arredondada e farfalhuda que pode atingir dois metros de altura.

Com origem no extremo oriente, foram trazidas para a Europa no séc. XVIII por uma expedição dirigida pelo botânico Commerson, que lhe deu este nome em homenagem a Hortense, uma jovem corajosa e apaixonada pela botânica, que se disfarçou de rapaz para assim poder viajar na expedição.




Fevereiro
de 2014

Camellia japonica, de nome comum cameleira ou japoneira, é originária do Extremo Oriente. Em japonês é designada por “tsubaki”, que significa árvore de folhas luzidias. É uma planta ornamental, cultivada tanto pelas flores, como pelas folhas verdes brilhantes. É evocada na literatura, na música, na pintura, no teatro, na ópera e no cinema.

(…) As camélias são muito diferentes dos gladíolos: são vagas, sonhadoras, distantes e pouco mundanas. Estão sempre escondidas entre as suas folhas duras e polidas. Mas os gladíolos admiravam as camélias por elas não terem perfume, pois, entre as flores, não ter perfume é uma grande originalidade. (…)” (excerto de “O rapaz de bronze”, de Sophia de Mello Breyner Andresen)

O nome do género é uma homenagem de Lineu ao missionário jesuíta, botânico e farmacêutico Camel. Pensa-se que foram os portugueses os primeiros a trazer para a Europa (região do Porto), em finais do séc. XVI, cameleiras.

Conhecem-se mais de 3000 variedades de C. japonica, das quais 400 são portuguesas.

As cameleiras são arbustos ou árvores de porte médio, de crescimento lento, com folhas persistentes, serradas, coriáceas, escuras e lustrosas na página superior. A floração ocorre no Outono-Inverno e início da Primavera. Exibem flores vistosas, de múltiplas colorações: brancas, vermelhas, rosadas (raramente amarelas), simplesmente coloridas ou matizadas (riscadas, orladas, manchadas). C japonica não é odorífera e as flores são de pequena a média dimensão (6-8cm).

In: GARRIDO, J. (2011) - Camélias… Outros olhares. Agro-manual Publicações.



Maio
de 2011

Cibotium glaucum foi a planta que serviu de inspiração à criação do símbolo da Estufa Fria de Lisboa. Foi estilizada a forma de crescimento das suas folhas, que se desenrolam à medida que crescem, que é uma característica dos fetos.

Cibotium glaucum é um feto arbóreo, originário das ilhas Havai. Apresenta um rizoma que forma um caule aéreo coberto por muitos pelos longos, macios, amarelo-dourado (glauco). As frondes (folhas dos fetos) são persistentes, arqueadas, muito glaucas na página inferior e podem atingir até 2,5 m de comprimento.

Esta penugem sedosa, designada no Havai por “pulu”, no séc. XIX, era utilizada como enchimento de almofadas e colchões.

In: CAIXINHAS, M. L. (1994) – Flora da Estufa Fria de Lisboa. Editorial Verbo, Lisboa, 143 pp.
http://dias-com-arvores.blogspot.com consultado em 17.05.2011.



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